quarta-feira, setembro 12, 2007
Decoro Parlamentar
Prolongaram essa lenga lenga de julgamento desde maio, falaram, aconteceram e no final caimos na mesma. Ficou mais que provado que o cara tá roubando, é safado, mas continua lá, como senador. Dizem que o senado é quase um conselho de sábios, com pessoas mais velhas, maduras, que não se levam pelos arroubos da juventude... Blá blá blá, só sabem de roubos mesmo, ou pelo menos de como escondê-los ou acobertá-los.
Acho que deveriam cobrir o gramado do congresso com pizzas, embora não vá mudar em nada isso tudo, só dar uma fome danada em quem estiver passando.
Ridículo ver como a constituição acoberta o serviço safado daqueles que deveriam servir ao povo. Todo mundo revoltado com a história (por mais que tenha muito de manipulação via imprensa, afinal consciência política não é o forte do povo brasileiro), exigindo uma resposta e eles vão lá e fazem a mesma merda de sempre. Voto secreto? Sessão secreta??? Tenha dó!!!
Bonito ver antigos aliados brigando, só porque estão em lados diferentes da brincadeira. Engraçado ver pólos opostos se abraçando por causa da situação. Lindo saber que alguém levou um soco do Gabeira. Mas ainda assim é tudo parte de uma palhaçada só.
terça-feira, setembro 04, 2007
Viva a Noite!!!! Viva!! Viva!!!!
Qual não foi minha surpresa ao descobrir esse final de semana que ressucitaram esse programa...
Mais surpresa ao descobrir que os apresentadores são a Gil (de alguma banda baiana que não lembro qual) e o Supla... sim, o papito, o Billy Idol tupiniquim, o punk, aquele do cabelo amarelo espetado...
O esquema é o mesmo, só que agora com "estrelas" um tanto decadentes participando da competição. Tava lá o Mateus Carriere, que pelo que me lembre fez casa dos artistas e filme pornô, a Syang, que pelo que me lembre um dia se chamou Simone Death e tocava guitarra no P.U.S. (bandinha bizarra) e que hoje faz gênero de gostosa patricinha com uma garrafa pet de silicone em cada peito, umas funkeiras pra mostrar a bunda e dois desconhecidos no time dos homens.
Eu não conseguia acreditar no que estava vendo. Fazia tempo que não ria tanto. Sem contar a nostalgia. Tem um cara vestido de mão, que parece estar dando o dedo pra todo mundo e fica apalpando as "dançarinas" no palco.
Pra finalizar entra ele, o punk, o Supla... cantando a música do passarinho... sim, aquela música ridícula que o Gugu rebolava ao fim de cada programa. É claro que numa versão mais rock, mais pesada (se assim posso dizer).
Impagável!!
Viva a noite!!!! Viva o trash!!!!!
P.S. : tentei postar o vídeo, mas se der pau, ta ai o link
http://www.youtube.com/watch?v=uVVpn7zf7qY
sexta-feira, agosto 31, 2007
Aleatórios
Pestilento! Descobri que esse xingamento no trânsito é uma delícia... sai sonoro, redondo e apropriado. Coloca pra fora todo o ódio que estou sentindo quando tem uma coleção de mulas na minha frente...
Psicólogos não deveriam fazer palestras. Parece que é inevitável resistir à tentação de uma dinâmica rápida pra unir a galera, ou falar um monte de psicologismos de buteco. Sem contar aqueles que não sabem fazer palestras mesmo, que ficam lá com o microfone parecendo uma maraca, falando uma pá de coisas sem sentido. Psicólogo não e animador de torcida não está lá pra aquecer platéia. Mas parece que a maioria esquece disso, e na tentativa de ter uma fala calorosa se perde num monte de baboseiras...
Eu sou psicóloga. a propósito ontem fez 6 anos que me formei. Eu não faço palestras. Tenho medo de público e sei bem disso. Deveria tentar me curar, mas enquanto esse momento de iluminação não vem, não assumo a responsabilidade de apresentar a palestra dos outros num fórum...
Ainda sobre palestras... o problema não é estar acima do peso, mas subir ao palco com sua maraca, quero dizer, seu microfone, e ficar desfilando o adiposo umbiguinho não pega bem... era um fórum...tinha juiz pra todo lado... pega mal... arruma a droga da blusinha apertada, escolhe melhor a roupa...foda...
Tamagochis... lembrei desses brinquedinhos do inferno, que vez ou outra aparecem no mercado com novas variações. Pois pensei, o tamagochi dos adultos hoje em dia é o celular. Ele faz barulho pra tudo, exige sua atenção a todo momento, a cada tecla apertada lá vem um milhão de alegorias. Você perde um tempo do mundo ajustando aquilo pras suas necessidades (já viu quantos opcionais existem num celular hoje?), muda musiquinha, muda o jeito que vibra (hehehehe), o modo que dá alarme pras coisas. Se deixar vai metade do dia só pra mandar uma mensagem. e era só pra ser um celular...
Existe o para pan automobilismo? Se existe é em Taguatinga (nada pessoal). Já acostumei ao congestionamento nos locais onde estão acontecendo as reformas, mas passar meia hora presa num trânsito infernal sem nenhuma obstrução na pista não tem justificativa...
A turma do trabalho é muito divertida, estão sempre comemorando alguma coisa. É legal, mas o potencial de falência é altíssimo. Pelo menos 3 vezes na semana tem uma vaquinha pra comprar algo... é o bolão da mega sena, é a comemoração dos aniversários, é a comemoração disso... daquilo... Nessa brincadeira vai o auxílio refeição fácil fácil...
Ouvi na CBN outro dia que o futuro do mercado de trabalho é ser dominado pelas mulheres enquanto os homens viram donos de casa. Fala sério!!! Se eu quisesse como meu companheiro um dono de casa, que fica cuidando de tudo me esperando chegar do trabalho, eu virava lésbica e pegava mulher... cadê aquele lance de se desenvolver, realização profissional, essas coisas que repetem nos nossos ouvidos desde que nascemos? Homem não precisa ser um porco cafajeste e coçando o saco e pedindo cerveja, mas virar uma moça também não dá. E olha que estou tentando não ser preconceituosa demais... acho que não consegui... a única imagem que me vem à cabeça é chegar em casa e encontrar um cara de avental reclamando da fila do supermercado e do preço do tomate...
Lembrei da adolescência... quando tinha meus dezenove, vinte anos, a galera amava desfilar seus carros: olha só o meu turbinado Fusca 74!!! Olha que show, o meu Fiat Uno!!! Novinho!!! Era a glória, afinal ter um carro era assombroso de bom. Não importava a marca, era importante ter um, simples assim. Hoje, que os inte foram e estamos quase nos inta, carro é quase acessório. Todos chiquérrimos, importados, lustrosos, shagadelics. E todo ano tem um novo... Viva o mercado de consumo! Viva o salário!!! Realmente nos tornamos adultos...
Butecos. Não tem cerveja melhor que a de um buteco, naquele copinho americano quase sujo, naquele ambiente duvidoso... Muito bom... Mas a idade também chega nesses aspectos... por mais que seja a melhor e mais gelada das cervejas, aquelas comidinhas de acompanhamento ninguém merece. Acabo indo pro lugares não tão aconchegantes, mas que pelo menos tem uma batatinha frita... torresmo tô fora...
quinta-feira, agosto 23, 2007
Germes
Pois é assim que nascem as compulsões.
Na tal reportagem eles mostram experiências simples que mostram o quanto as mãos ficam sujas e cheias de germes quando se vai ao banheiro, ou então mostram o que é mais cheio de germes: a cara, a mão ou a bunda (sim, eles mostraram isso). Mostraram os rastros deixados pelos famigerados germes em uma casa com crianças... germes, germes, germes...
De repente, deu uma vontade louca de lavar as mãos. Eu ali, pegando naquela esteira toda suada, que outras pessoas colocaram as mãos, que passaram sabe Deus por onde... pronto, tava louca.
Terminei meus exercícios e fui lavar as mãos, do jeitinho que apresentador ensinou.
Só quer não parou por ai. Desde terça feira, quando vi o raio do programa, tenho gastado um tempo diferente só lavando as mãos. Pode ser falta do que fazer, tempo ocioso sobrando, ansiedade, sei lá... só sei que estou que nem aqueles casos que tanto li de manias de limpeza.
Que droga!!!
Parece piada. E quanto mais penso no ridículo da situação, mais penso nos germes.
Caracas, eu vivi a minha vida inteira andando descalça, brincando na terra, despreocupada com isso, e agora, nessa altura do campeonato, me vejo pensando em como pegar a torneira do banheiro sem encher de germes minha mão recém lavada.
RIDÍCULO!!!!!
Eu acho que isso passa semana que vem, não consigo me prender em hábitos frequentes e rotinas. Pelo menos assim espero.
terça-feira, agosto 21, 2007
Céu de Brigadeiro
Completei 2 semanas na academia e vou bem, obrigada. Descobri que meu corpo todo está muito mais preguiçoso do que eu imaginava, mas agora já posso dar umas puxadas. ainda to achando a série muito fraquinha, afinal não fiquei doendo nenhum dia, mas estoiu aprendendo a me controlar (antes que me estoure por bobeira e ansiedade).
Finalmente vou trabalhar pela manhã!!! Desde que entrei no meu emprego peço por isso, mas sempre me negaram. Agora, sme mais nem menos, a chance pulou no meu colo.
Por falar em chances, descobri essa semana que a vaga que estou ocupando não existia, foi um erro do RH ir parar lá. E veja como são as coisas, essa mudança, da qual tanto reclamei no princípio, só me trouxe benefícios. Não posso negar que estou motivada, não reclamo mais do trabalho, saio mais cedo pra chegar lá tranquila, voltei a ter horário de alimentação (ainda não saio pra almoçar, porque também é apelação), meus colegas são um barato, sem aquele clima de fofoca e conspiração. Pois nem era pra eu estar lá... agora que minha colega está saindo eu fico definitivamente, ainda escolhendo o horário que é melhor pra mim. Papai do céu caprichou no presente!
Faz um tempo que parei de ouvir noticiários, só escuto o Arnaldo Jabor e o cara falando sobre dicas de RH. cansada de ficar discutindo sobre crise aérea, sobre Renan, sobre o raio que o parta, estou naquelas fases nas quais acho que não adianta nada isso, só criar confusão e gastrite. fala sério, tem cada comentário que parece brincadeira, e o palhaço somos nós... to fora (por enquanto, adoro entar nesses debates).
Enfim, tudo em vermelhas nuvens ( a secura ta de matar, poeira de terra pra todo lado)...
sexta-feira, agosto 10, 2007
Acalmando o Cão Raivoso
Claro, acontecem muitas situações que deixariam qualquer um louco no dia a dia. Quase como que cada novo dia fosse um teste para sua resistência e paciência. Mas ao invés disto virar mais uma coleção de histórias pra contar, se tornam linhas intermináveis, e pior, momentos intermináveis de raiva, de inconformismo, de não aceitação.
Sempre achei lindo o ranzinza way of life. Viver resmungando com tiradas ágeis é muito charmoso (alguém já viu House?), sempre foi assim nos filmes e funcionava. Pena que na vida real não funciona tão bem. Se você é ranzinza, não é charmoso, é só chato mesmo. As pessoas evitam comentar as coisas com você porque sabem que lá vem mais uma avalanche de considerações e reclamações articuladas.
Pois é, acho que me prendi nesse olhar crítico e mordaz para tudo, como se tivesse ligado o botão e não conseguisse desligar. E a cada incongruência entre meus achismos e a realidade lá vem uma metralhadora de comentários e argumentos, que muitas vezes poderiam ser dispensados.
Afinal, quem eu estou mudando com minhas caraminholações?
Há algum tempo adotei uma política de cala boca pra mim. Um exercício diário de não julgar nada nem ninguém, afinal não sei se faria o mesmo que esse alguém se passasse pela mesma coisa. Por sinal, tomei esta medida após constatar que na maior parte da minha vida acabei agindo de maneira inesperada, até oposta, às minhas crendices pessoais e pontos de vista (o calo dói em quem está usando o sapato, não em quem está olhando de fora, afinal).
Até que tenho conseguido praticar isso bem, mas tem seus efeitos colaterais. Primeiro que me sinto amarrada. Olho as situações a minha volta e permaneço de boca fechada, e até de pensamento fechado: "não vou julgar, já passei por isso e não consegui fazer diferente", "fica quieta, porque se eu passasse por isso (droga, lá vou eu pagar a língua de novo) não sei se teria coragem de fazer isso que estou falando". Outro resultado dessa política é essa necessidade de destilar o veneno contra o mundo. Como não estar puto com a política? Como não criticar decisões arbitrárias ou descobertas científicas idiotas (li uma reportagem fabulosa sobre patos homossexuais necrófilos... um primor)? Pelo menos são coisas que não vou pagar a língua depois.
Não é criar um mundo Poliana Plus, não é aceitar o mundo com tudo que está errado e achar bonitinho. Mas viver mordendo ar, reclamando de tudo e todos não é das melhores opções. Visceral demais. Desgastante também.
Engraçado que pensei em um post completamente diferente deste. Agora que li vejo uma viagem misturada com auto-análise. Como não me analisava faz tempo, já valeu.
P.S. Estava revirando meus papéis aqui no trabalho e achei esse texto. Acho que escrevi em março desse ano. Só que ele ficou esquecido na pasta esse tempo todo. Não lembro muito bem o que estava acontecendo naquela época pra dar o start de escrevê-lo, mas hoje quando reli gostei... Ta aí, publicado.
quarta-feira, agosto 08, 2007
Meu Querido Diário
Minha semana está sendo tranquila.
Resolvi mudar a cor do meu blog, adorei esse tom de verde que encontrei.
Ontem tive uns estresses no meu trabalho, porque querem me forçar a fazer um trabalho que definitivamente não é da minha atribuição. Xinguei todo mundo e disse q se a chefona quiser vir discutir comigo o assunto terei todo o prazer do mundo em chamá-la de burra ao vivo.
Meu carro continua me deixando na mão, toda manhã ele engasga e a bateria descarrega. Isso às 7 da manhã não é muito positivo (nota mental: comprar logo a droga da bateria nova).
Por falar em carro, comecei a lista das coisas que tenho q revisar ou trocar nele pra voltar a ser um "zerinho"... Já completei uma folha de caderno.
No começo da semana fiz minha avaliação física na academia. Foi tranquilo, afinal não foi daquele tipo de avaliação comum, que o cara olha pra você e diz "nossa!!! Você tá um bagaço!!! Minha filha, como sai de casa desse jeito?" Sai animada de lá. Hoje faço minha série de musculação. Tudo indica que o monstrinho da malhação está pra renascer das cinzas.
Quase quebrei meu notebook ontem. Nunca tenho uma necessidade de usá-lo e justo no dia que quero fazer isso resolve travar a cada comando. Juro que me vi jogando ele no chão e pisoteando pra ter certeza que não ia sobrar nada.
Ontem o episódio do Nightmares & dreamscapes foi ótimo! Finalmente valeu a pena parar na frente da TV pra ver aquilo.
Meu gato ficou louco. Ele me pegou mimando a outra gatinha e desde então esta rosnando pro mundo, me olhando com ar de coitado e atacando as outras gatas.
Demorei pra dormir. Parecia que o mundo estava incomodando, não achava posição, jeito de relaxar. Ainda bem que o Darth teve toda a paciência do mundo comigo e ficou segurando minha mão até eu me acalmar. Acho que estva ansiosa pelo lance da academia, sempre é uma rotina nova.
Hoje vou gastar minha tarde fazendo uns relatório chatos pra caramba, mas pelo menos posso sair mais cedo e não tenho que ir pra Taguatinga.
Comprei um daqueles cremes que bronzeiam no escuro, pra ver se fico menos amarelada...e acho que está funcionando... pelo menos agora estou alaranjada.
Enfim, tudo em paz...
P.S. Ainda com preguiça mortal de escrever ou fazer qualquer coisa que precise de mais que dois neurônios...
quarta-feira, agosto 01, 2007
Mordendo Cachorro
Por mais cedo que seja isso, acordar não me é um trauma diário. Por sinal, ainda encontro disposição pra fazer piadas.
Hoje não.
Hoje estava fazendo um frio de lascar. Ainda está fazendo, mas não se compara com a temperatura das 6 da manhã.
Dói! Cada parte do corpo.
E lá fui eu, toda enrolada num cobertor, parecendo um fantasma, tomar meu café da manhã.
Em todo esse tempo em que trabalho nunca tinha reclamado de um cliente meu.
Nossa! Xinguei até a última geração do pobre inocente que marcou uma consulta as 7 e meia da manhã. Qual criatura acredita que produz antes das 8? Até o dia de hoje eu acreditava ser uma dessas criaturas.
Balela!!
Lembrei de cada centavo que estão me devendo (estou sem receber desde novembro), do custo pessoal que é continuar atendendo (cansei de atender crianças), de todas as questões paralelas ao tema, que já ponderei e calculei. Mas hoje todo esse mundo de pensamentos se reverteu em uma única coisa: mau humor.
Não consigo imaginar outra situação que eu sentisse isso. Eu fico irritada, eu fico com raiva das coisas, fico desapontada, frustrada (aprendi a denominar e discriminar bem minhas emoções), mas acho que nunca tinha vivenciado o mau humor propriamente dito.
Minha vontade era chutar pessoas, era bater em alguém só pra me distrair e descontar. É impressionante sentir aquele arrepio de ódio subindo pela nuca, só porque é assim, sem um gatilho, sem um motivo inesperado. Só mau humor.
É importante ressaltar que NÃO estou de TPM.
segunda-feira, julho 30, 2007
Há 2 Anos!!!!
Lá pelas tantas, voltando pra casa, resolvemos dar uma passada no armazém do Ferreira, afinal era aniversário do PT também, eu queria dar um abraço nele.
Sentamos numa mesinha mais ao lado, tava cheio pra caramba...
"Sabia que eu adoro a minha namorada?"
E eu fiquei ali, com o coração batendo forte, com um sorriso sem tamanho coberto de lágrimas... "Namorada?!"
"Chora não!"
"São lágrimas de felicidade, é bom!"
P.S. Te amo!
Parabéns!!! 2 anos!!!
sexta-feira, julho 27, 2007
Uma Pausa...
Faz tempo que não coloco uma música aqui...
Não é segredo que adoro Linkin Park...sempre tem uma música que bate e fica repetindo no rádio e na cabeça... Então lá vai a bola da vez, pra não perder o hábito de postar...
"In this farewell
There's no blood
There's no alibi
'Cause I've drawn regret
From the truth
Of a thousand lies
So let mercy come
And wash away
What I've done
I'll face myself
To cross out what I've become
Erase myself
And let go of what I've done
Put to rest
What you thought of me
While I clean this slate
With the hands
Of uncertainty
So let mercy come
And wash away
What I've done
I'll face myself
To cross out what I've become
Erase myself
And let go of what I've done
For what I've done
I'll start again
And whatever thing may come
Today this ends
I'm forgiving what I've done
I'll face myself
To cross out what I've become
Erase myself
And let go of what I've done
What I've done
Forgiving what I've done"
terça-feira, julho 17, 2007
Saber Como se Divertir
Na ida eu estava tensa, afinal meu carro não está exatamente zerado e pronto pra estrada. Conferi o óleo, a água, calibrei os pneus e rezei muito.
Pegar a estrada a noite não me parecia a melhor das idéias tendo em vista que não conheço tanto a pista, mas vamos lá, faz parte da aventura. Quase voar pelo balão de Cocalzinho foi emocionante.
Principalmente se lembrar que era uma sexta feira 13. Como é sabido, sempre lembro dos meus filmes de terror tipo Z, nos quais uma idéia genial nos leva a carnificina e morte, principalmente na estrada. Vi o depósito de carros abandonados da viagem maldita, vi o incêndio do inferno na pista e teve até o fantasma, acompanhado pelo emocionante discurso do meu irmão contando a época em que ele era caçador.
A pensão que ficamos era genial. Simples, mas uma tranquilidade impressionante. E como fomos bem recebidos. Mudaram o café da manhã só pra nos agradar, deixaram fazer um churrasquinho no último dia, nem repararam tanto no amanhecer regado a cerveja, um lugar de paz mesmo.
A cachoeira, como era de se esperar, gelada pacas. Mas linda demais. É daquelas que você vai de carro até quase na beira, anda 500 metros e tá na água, cercada de areia e farofeiros.
Sem contar a companhia. Falamos besteira, fizemos piada, rimos das situações, por mais estranhas que fossem, demos apoio pros amigos que não estavam curtindo tanto assim.
Na volta pudemos ficar de cara com o visual, cada paisagem mais linda que a outra e definir quais os novos projetos de viagem.
A propósito, acho que já temos roteiro até o final de ano: voltar em Piri, voltar em Paracatu (always), ir no salto do Corumbá, Chapada... alguma idéia a mais?
Tenho adorado esses programas! Tenho adorado perceber que a vida pode ser bem mais simples e mais divertida do que todo mundo fala.
Caos aéreo é o caramba... viajar de carro é show.
Motivação e Puxa Saquismo
E sempre que vou contar como foi meu dia me pego falando que tive mais uma sessão de puxa saco, que fiz tal coisa, que minha chefe me elogiou, que fiz um trabalho que ninguém tinha feito. Eu me preocupo em chegar um pouco mais cedo, já que estou podendo sair mais cedo pra não pegar trânsito. Todo mundo arredonda os minutos e acaba descontando uma hora no expediente. Eu fico procurando trabalho, enquanto tem neguinho estudando, batendo papo, ou só vendo o tempo passar.
Sim, eu sou caxias. Sinto como se voltasse pra escola, na época que todo mundo me chamava de cdf por causa das minhas notas. Mas de verdade isso não me incomoda mais.
Nesse último ano fui a pior das servidoras que pode existir. Passava horas fazendo palavras cruzadas, jogando tetris no celular, passeando pela rua do comércio. O que mais matava era o tédio e a indisponibilidade pra qualquer coisa, nada era comigo, só delegava aos outros. Contava cada minuto, dividia minhas tardes com os horários de ir fumar, de tomar um café (horroroso por sinal) e encher minha garrafinha de água.
Agora estou me sentindo motivada de verdade. Não que goste do trabalho que faço. Mas me sinto reconhecida por ele, minha chefe faz questão de ressaltar minhas qualidades a todo momento. E eu, vaidosa do jeito que sou, me sinto cada vez mais estimulada a continuar produzindo. Nunca neguei que gosto de trabalhar, de colocar a mão na massa, e de verdade estou podendo fazer isso agora. E melhor, estou podendo fazer do meu jeito, afinal não tinha nada pronto, sou eu que estou moldando as coisas.
Sempre penso que não posso chamar muita atenção, pois isso desperta rivalidades. Também tem o problema que quem trabalha demais mostra que os outros não estão fazendo, criando um clima de revanche e destruição contra o "mau exemplo". Sempre lembro da história da Dani, que mostrou que podia mais que o chefe e foi punida por isso. Mas não estou conseguindo me conter.
Como não ficar motivada?
Se isso é a essência de ser puxa saco e todo esse papo de motivação é uma desculpa que arranjei, então tenho que admitir... sou mesmo e estou feliz com isso.
terça-feira, julho 03, 2007
Um Mundo Tecno Florzinha
Estava lá vendo televisão e criticando o mundo, afinal é quase um esporte pra mim. Adoro perder horas diante de uma programação besta, falando besteiras, gasto todas as farpas que acumulei durante a semana e me sinto mais aliviada. Em alguns casos até mais inteligente, pelo tanto de floreios às minhas críticas...
Mas então, estava lá vendo History Chanel, a maratona de construções antigas ou algo assim. Panteão, pirâmides, uma ponte de Alexandre o Grande ligando o continente a uma ilha... Enfim, obras fantásticas num período que consideramos precário. Hoje uma obra não existe sem um trator ou guindaste; naquela época faziam na tora, com um bando de neguinho amarrado, puxando toneladas de pedras. Até lembrei de algo que vi num desses documentários, falando de reconstruir uma pirâmide nos tempos atuais, só pra ver de qual é... se não me engano demoraria uns 10 anos. Dois mil anos de técnicas e tecnologias e uma economia de 10 anos? Não acho grandes coisas.
Enfim, os homens (humanidade no caso, não o sexo) eram mais homens. Resistiam mais (apesar da menor expectativa de vida), não usavam suplementos alimentares, comer gordura era essencial, usavam da força bruta pra resolver o necessário (e mais, tinham força pra isso, não era fruto de supino e peitoral na academia não, era porrada mesmo, era carregar o mundo nas costas, mudando de um lugar pra outro pra não morrer). Devo dizer que fiquei encantada com 300 de Esparta, é daquele jeito que imagino o mundo antigo. Não conheço um homem (agora o sexo mesmo) que não se sentiu uma moça depois de ver aquele filme. Eu mesma me senti uma frouxa...
Nossa ciência avançou, nossa inteligência também. Mas talvez nossa sabedoria tenha ficado perdida. Criamos tecnologias que fazem tudo por nós e aos poucos vamos desaprendendo a fazer coisas e colocar a mão na massa, tudo em nome de estar atualizado ou de aproveitar os benefícios que a tecnologia proporciona.
Já viu que tem gente que não consegue escrever com caneta e papel, tipo fazer uma redação sem ctrl+c ctrl+v? Já viu que os arquitetos hoje usam softwares e não mais aquelas plantas gigantescas, réguas, esquadro? Serve também pra desenhistas e fotógrafos, que hoje estão mergulhados no photoshop. Acho que já ouvi falar de gente que não sabe fazer café sem cafeteira...
E não estou falando de abandonar tudo e voltar pro mato, água fria e caçar coelhos. Por mais que eu goste de radicalismos, não é esse o ponto. É o uso que se faz dessas possibilidades que temos, ou, no caso, o mau uso.
Todo nosso conhecimento se volta contra nós: a cada dia criamos necessidades que não tínhamos (alguém lembra como era a vida sem celular? Eu lembro... era NORMAL) e nos tornamos dependentes delas e de suas atualizações.
Agora estamos na onda dos robôs e da inteligência artificial, um mundo no qual tudo é feito pelo computador (vi um documentário sobre os carros do futuro, que você nem precisa dirigir). E se falta luz? Fudeu!! Se queima uma paradinha misteriosa dentro de alguma máquina do processo? Fudeu de novo!!!! Ninguém sabe como fazer no modo antigo.
Estamos nos acostumando com uma vida na qual tudo é feito pra nós. Não nos defendemos, não sabemos como fazer, ou simplesmente deixamos pra lá. E com todo o tempo livre que nos sobra ficamos à toa, sofrendo, caraminholando, pensando em como o tudo era diferente, em como a vida está vazia.
As facilidades se tornam dificuldades com as quais não sabemos lidar, porque não conseguimos lidar com mais nada que não esteja mastigado, pronto pro consumo. Ficamos mais doentes, ficamos mais velhos, ficamos mais dependentes do que nunca.
terça-feira, junho 26, 2007
De Lobo a Carneirinho
Mas não tenho deixado de acompanhar os bafafás de agora, e confesso uma grande satisfação.
Sempre detestei o Roriz. O cara entupiu a cidade de invasões pra conseguir votos, levou o meu dinheiro em obras absurdas (mais uma obra fabulosa do governo Roriz: uma ponte construida com o dinheiro de 3) pra pagar esses votos que ele comprava (com vale leite, vale gás, vale camiseta de campanha, o raio que o parta em geral), sem contar o bando de sem vergonha que colocava no governo porque é amiguinho ou aliado. A violência aqui só aumenta afinal temos um núcleo, onde ficam as pessoas que trabalham e ganham dinheiro, e um entorno gigantesco com pessoas paupérrimas e desempregadas que odeiam aquele núcleo. Se você mora no plano é barão, é playboy. O resto é um bando de coitadinho que se acha no direito garantido de agredir e subtrair tudo dos outros e viver de favor e esmola. As ruas estão floridas graças aos seus canteiros, mas também cheias de sem teto, com suas lonas esparramadas, afinal todo mundo vem pra cá ganhar um lote e ficar na rua um tempo faz parte. Isso, e muito mais, devemos ao querido tio Roriz.
No final das contas ele governou Brasília como se fosse um puteiro por quase 20 anos, com suas idas e vindas (se bem que acho que puteiros são mais bem organizados e descentes que o governo dele).
O cara é tido como rei. É só passar nessas "cidades" que ele criou e perguntar. "Ele é um homi muito bom, me deu um lote pra morar".
Pois é... Hoje na CBN estavam falando dele, mas não como um rei, mas como um político local que esta prestes a pagar o pato pra encobrir a bandalheira do Renan. Se não encontrarem outra saída, ele que vai ser sacrificado em praça pública em nome de uma ética que todos sabem não existir. Está lá porque fora os favelados do entorno, ninguém está muito interessado em saber quem é Joaquim Roriz ou o que ele já fez, é só mais um senador, dos mais chinfrim. A raposa felpuda levou um banho de água fria e tá com a bola murcha murcha.
Admito, estou rindo horrores disso. Ainda não acredito que vai acontecer algo, tipo perder o mandato, afinal o cara é malandro antigo, mas só a idéia já me deixa com um sorriso na boca.
segunda-feira, junho 18, 2007
Trânsito Nosso de Cada Dia
Taguayork é longe demais! E não é só isso, o trecho pra chegar lá concentra os piores motoristas do universo. Era pra ser tranquilo, 3 faixas a 80 km por hora não era pra ser tão complicado... Mas aquele povo acha lindo dirigir a 40 por hora, em todas as faixas. Eles deveriam dar curso pra time de futebol de como fazer linha de impedimento, é impressionante.
Mais: estou percebendo como trânsito cansa. Sempre adorei dirigir, e modéstia parte faço isso bem, mas tudo tem limite. Chego exausta em casa. Se já sentia sono normalmente, agora é pior ainda porque é sono com estresse. Parece que vou bater o carro a cada 500 metros.
Tento me policiar e lembrar que faz parte, mas tem horas que gostaria de ter um carro imenso e muito dinheiro pra passar por cima dos outros...
sábado, junho 16, 2007
Novidade
sexta-feira, junho 15, 2007
De Butiquim
Melhora: qualquer um que leu uma coluna de marie clair ou nova acredita piamente que esta apto para dar conselhos embasados na psicologia, fazendo intervenções memoráveis, seja em uma esquina, num buteco, numa fila... afinal é fácil entender a cabeça do ser humano, só precisa de um pouco de bom senso, frases de efeito (algumas duras, pra dar o toque psicológico da situação), experiência de vida e uma dita maturidade.
Nem preciso dizer o quanto sempre achei "linda" essa situação... afinal, passei 6 anos dentro de uma faculdade pra ler alguns artigos e fazer provas a toa já que qualquer um pode ser psicólogo. Até ouvir que deveria ser freira ouvi, pois elas sabem cuidar dos outros melhor que ninguém.
Mas, para não dizer que pago a lingua, passei pelo reverso dessa situação.
Estava no meu trabalho e por acaso ouvi um papo entre uma nutricionista e o vigia. Ela dava conselhos para que ele pudesse emagrecer.
Coma de 3 em 3 horas, percentual de gordura, exercícios, blá blá blá... o curioso é que cada comentário dela era óbvio pra mim, até pensei em vários complementos, já que sou um renomada leitora de boa forma. Poderia ter feito a mesma prescrição dela, talvez não com o mesmo tom profissional, mas de fato sabia os passos a serem tomados, os exames, os índices...
Enfim, lá estava eu fazendo o que todo mundo faz com minha profissão: achando que tudo aquilo que a menina passou 4 anos estudando era tão simples que qualquer leigo faria, até melhor.
Se pensar um pouco mais vejo em quantas profissões meto o bedelho... sou ótima com receitas de remédios e diagnósticos (afinal minha mãe é enfermeira, sei o que estou falando), quase uma personal trainer (muitas horas dentro de uma academia feito uma louca), técnicas de arte (fiz 6º série não é verdade)... e o que não sei direito posso dar uma olhada no google e fazer uma rápida análise e criar um monte de soluções altamente embasadas...
Cai na minha própria acusação...droga... mais uma vez tagarelei tanto sobre os outros e estou lá, atolada no mesmo vício...
Tá, prometo não reclamar mais das especialidades de butiquim...
sexta-feira, junho 01, 2007
Potinhos e Necessaries
Maquiagem era raridade. Tinha um estojo que ganhei aos 10 anos. Batom e rímel eram aqueles de loja de 1,99 ou promoção de farmácia.
É... eu era uma desleixada mesmo... embora acredite que não precisava mesmo dessas frescuras naquele tempo.
Com 25 anos comecei a usar meu primeiro anti rugas, afinal prevenir é a palavra chave. Todo mundo mundo me olhava como se fosse louca, mas o renew era para peles jovens, justamente pra prevenção. Usava uns banhos de creme no cabelo, mas ainda assim nada de muito especial ou caro.
Outro dia reparei como isso mudou...
Tenho me esforçado em usar maquiagem, o mais natural possível, mas ainda lá. Mas não pode ser uma marca qualquer... algumas marcas de rimel e sombra me dão alergia, tem lápis de olho que derrete e da um olhar gótico fora de moda, batom tem que ter boa fixação... Enfim, lá estou eu com corretivo, base, pó, blush, sombras, lápis de olho, rimel, delineador, kit de pinceis, demaquilante... ufa... tudo enfiado numa necessaire especial para maquiagem.
Sahmpoo e condicionador não são mais os de promoção. Ainda acho absurdo eles custarem 10, 15 reais cada, mas compro. E eles sempre estão acompanhados de uma máscara nutritiva, banho de creme, gotas de silicone, leave in, além claro de chapinha, secador, escova chata, escova redonda...
Larguei o renew... mas agora tenho um creme para a manhã, um creme para a noite, um pra região dos olhos, máscara de limpeza, tônico adstringente, todos guardadinhos em uma linda necessarie que veio de brinde...
Tenho creme para as mãos, pros pés, pro busto, pro bumbum, até pras cutículas. Tem aquele que uso quando estou com alergia, tem o hipoglos, tem o secativo de espinhas... o filtro solar... o bronzeador... o pós sol...
Envelhecer é... aumentar incontavelmente o número de cosmésticos que você usa.
terça-feira, maio 29, 2007
2 Anos!!!!!
Nem sempre sou tão presente com posts, mas gosto do meu espaço pra falar besteira, pra reclamar do mundo, pra falar o que penso, ou simplesmente pra comentar sobre a vida.
É claro que quando comecei pensava em algo mais leve, um local pra colocar minhas idéias bestas e falar bobagem, só fui expandindo as possibilidades...
terça-feira, maio 22, 2007
Santa Rita de Cássia
Minha fé é meio esquisita, eu sei. Geralmente lembro de rezar nos momentos de aperto, mas tenho me esforçado pra lembrar disso nos momentos de calmaria também, saber agradecer as coisas, por mais que não entenda o motivo delas acontecerem.
"Ó poderosa Santa Rita, chamada Santa dos impossíveis, advogada nos casos desesperados, socorro de última hora, refúgio nos momentos da dos que arrasta as almas ao abismo do crime e da desesperação, com toda confiança em vosso celeste patrocínio, recorro a vós neste caso difícil e imprevisto que oprime dolorosamente o meu coração. Dizei-me ó cara Santa Rita: não me quereis ajudar e consolar? Quereis afastar o vosso olhar, a vossa piedade do meu coração tão provado pela dor? Também vós sabeis o que é martírio do coração. Pelas dores atrozes que sofrestes, pelas lágrimas amargas que santamente derramastes, ah! vinde em meu auxílio. Falai, rezai, intercedei por mim que não ouso faze-lo junto ao coração de Deus, Pai de Misericórdia e fonte de toda a consolação. Alcançai a graça que desejo por que quero alcança-la, sendo-me ela tão necessária. Apresentada por vós, que sois tão cara a Deus, a minha prece será certamente atendida. Dizei-me ao Senhor que desta graça servime-ei para melhorar a minha vida e os meus hábitos, e proclamar na terra e no céu a misericórdia divina. Assim Seja. Amém."

